A LEITURA E A ESCRITA NA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: EXPERIÊNCIAS QUE FAVORECERAM O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

Autores

  • Juliana de Souza Borges Munhoz Universidade do Oeste Paulista – UNOESTE
  • Carmen Lúcia Dias Unoeste
  • Daniela Ferreira dos Santos Unoeste

Palavras-chave:

Alfabetização 1. Deficiência Intelectual 2. Métodos de Alfabetização 3. Construtivismo 4. Experiências 5.

Resumo

Os alunos com deficiência intelectual correspondem a 67% dos estudantes público-alvo da educação especial. Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por déficits nas funções intelectuais e adaptativas, é possível observar um tempo a mais para se apropriar da leitura e da escrita, a compreender a linguagem escrita e dificuldade relacionada ao pensamento abstrato. Assim sendo, é importante que os docentes conheçam os métodos e as teorias que estão à sua disposição no processo de alfabetização. O objetivo desta pesquisa consistiu em reunir experiências brasileiras que contribuíram para o avanço do processo de aquisição da leitura e da escrita de alunos com deficiência intelectual. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa bibliográfica, consultando as bases de dados Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), Scientific Electronic Library Online (Biblioteca Eletrônica Científica – Scielo) e Google Acadêmico (GA). Como resultados, verificamos experiências que utilizaram os métodos Fonovisuoarticulatório, Abacada e Fônico e uma prática que não utilizou um método específico. Observamos que nenhuma prática partiu do todo para as partes, sendo comum à todas o ensino das letras, das sílabas e o empenho dos envolvidos em proporcionar uma metodologia propiciasse o alcance do objetivo proposto. Esperamos que este trabalho contribua para um repensar das atividades propostas, para a inclusão, o desenvolvimento das máximas potencialidades e a formação integral do aluno.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

ANGÉLICO, M. S.; SOUZA, T. M. G.; HENRIQUE, R. B. Processo ou retrocesso: uma reflexão sobre o construtivismo e o método fônico nos distúrbios de aprendizagem. Revista SER- Saber, Educação e Reflexão, v. 2, n. 2, p. 188-199, ago./dez. 2015. Disponível em: https://www.revistafaag.com.br/revistas/index.php/ser/article/view/42/16. Acesso em: 16. Jul. 2021.

BRASIL. Decreto nº 48.961, de 22 de setembro de 1960. Institui a Campanha Nacional de Educação e Reabilitação de Deficientes Mentais. Brasília, 1960. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1960-1969/decreto-48961-22-setembro-1960-388634-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 23 mar. 2021.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1961. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em: 24 mar. 2021.

BRASIL. Decreto nº 72.425, de 3 de julho de 1973. Cria o Centro Nacional de Educação Especial (CENESP), e da outras providências. Brasília, 1973. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1970-1979/decreto-72425-3-julho-1973-420888-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 23 mar. 2021.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 02 fev. 2021.

BRASIL. Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989. Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - Corde, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências. Brasília, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm. Acesso em: 23 mar. 2021.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Acesso em: 24 mar. 2021.

BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001. Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf. Acesso em: 23 mar. 2021.

BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em 25 mar. 2021.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da pessoa com Deficiência). Brasília, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em 26 mar. 2021.

CAPELLINI, V. L. M. F; RODRIGUES, O. M. P. R. Fundamentos históricos e legais da educação da pessoa com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação no Brasil. Unesp, 2014. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/handle/unesp/155261?mode=full. Acesso em: 24 mar. 2021.

FERNANDES, S. Fundamentos para educação especial. 1. ed. Curitiba: Intersaberes, 2013. ISBN 978-85-8212-228-0.

FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

FERREIRO, E. Reflexões sobre alfabetização. 26. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

FONSECA, M. H. S.; JARDINI, R. S. R.; PAULA, A. V. Resultados na aprendizagem de uma escola do Paraná com a metodologia fonovisuoarticulatória. Revista Psicopedagogia, v. 35, n. 107, p. 180-190, mai./ago. 2018. Disponível em: https://cdn.publisher.gn1.link/revistapsicopedagogia.com.br/pdf/v35n107a06.pdf. Acesso em 23 jun. 2021.

FRADE, I. C. A. S. Métodos de alfabetização, métodos de ensino e conteúdos da alfabetização: perspectivas históricas e desafios atuais. Revista Educação UFSM. v. 32, n. 1, p. 21-40, jan./jun. 2007. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/658/469. Acesso em: 29 jun. 2021.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Sinopses estatísticas da educação básica. Brasília: INEP, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/acesso-a-informacao/dados-abertos/sinopses-estatisticas/educacao-basica. Acesso em: 24 jul. 2021.

JARDINI, R. S. R. Método das Boquinhas: uma neuroalfabetização. 1. ed. Bauru: Boquinhas Aprendizagem, 2017.

JOFRE, J. M. et al. Perspectiva docente sobre a utilização do método Abacada para a aprendizagem de alunos com Deficiência Intelectual. Revista de Ensino, Educação e Ciências Humanas, v. 21, n. 2, p. 167-172, ago. 2020. Disponível em: https://revistaensinoeeducacao.pgsskroton.com.br/article/view/8658. Acesso em 22 jun. 2021.

LIMA, M. R. A educação como um direito no Brasil de 1988 a 2000 – prisma da legislação. 2006. 127 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade de São Palo, São Paulo – SP. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16072007-112535/publico/TESE_MARIANA_RODRIGUES_LIMA.pdf. Acesso em 25 mar. 2021.

LISBANHO, J. D. A. A. Alfabetização e Letramento da criança com Deficiência Intelectual: além da socialização. 2011. 53 f. Monografia (Especialização em desenvolvimento humano, educação e inclusão escolar) – Universidade de Brasília, Brasília – DF. Disponível em: https://bdm.unb.br/bitstream/10483/2282/1/2011_JoanaDarcAparecidaAndradeLisbanho.pdf. Acesso em: 12 jul. 2021.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? 1. ed. São Paulo: Moderna, 2003.

MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

MAZZOTTA, M. J. S. Educação especial no Brasil: história e políticas públicas. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

MENDES, J. A.; SCHMIDT, L. L. Alfabetização de crianças com deficiência matriculadas na rede regular de ensino. POIÉSIS, Tubarão, v.10, n.18, p. 494 - 510, jun./dez. 2016.

MENDONÇA, O. S. A eficiência do Método Sociolinguístico: uma nova proposta de alfabetização. In: Unesp. Caderno de formação: formação de professores didática dos conteúdos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2011. P. 120-130. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/unesp/381259/1/caderno-formacao-pedagogia_10.pdf. Acesso em: 17 jun. 2021.

MENDONÇA, O. S.; MENDONÇA, O. C. Alfabetização: método sociolinguístico: consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2009.

MORTATTI, M. R. Métodos de alfabetização no Brasil: uma história concisa. São Paulo: Unesp, 2019.

MORTATTI, M. R. L. Os sentidos da alfabetização. 2. ed. São Paulo: Unesp, 2021.

OLIVEIRA, E. S. O currículo escolar: uma análise na perspectiva da inclusão de alunos com deficiência intelectual. 2010. 205 f. Dissertação (Mestrado em Educação Especial) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/bitstream/123456789/14449/1/ErikaSO_DISSERT.pdf. Acesso em 10 jul. 2021.

OLIVEIRA, S. S. A. Protagonista e a coadjuvante na alfabetização de uma criança com paralisia cerebral. In: CASTRO, P. A. (org). Educação como (re)Existência: mudanças, conscientização e conhecimentos. Campina Grande: Realize, 2021. v.3. p. 1676-1690. Disponível em: https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/74340. Acesso em: 22 jul. 2021.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. CID-10 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2016. vol.1.

PLETSCH, M. D. Repensando a inclusão escolar de pessoas com deficiência mental: diretrizes políticas, currículo e práticas pedagógicas. 2009. 254 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro – RJ. Disponível em: https://eduinclusivapesq-uerj.pro.br/repensando-a-inclusao-escolar-de-pessoas-com-deficiencia-mental-diretrizes-politicas-curriculo-e-praticas-pedagogicas/. Acesso em: 10 jul. 2021.

SANTOS, D. F. dos. Figuras de linguagem no processo de letramento de alunos adultos com deficiência intelectual: contribuições da metodologia histórico-crítica. 187f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Maringá. Maringá, 2019. Disponível em: http://www.ppe.uem.br/dissertacoes/2020/2020%20-%20Daniela%20Ferreira%20dos%20Santos.pdf. Acesso em: 29 out. 2021.

SASSAKI, R. K. Atualizações semânticas na inclusão de pessoas: Deficiência mental ou intelectual? Doença ou transtorno mental? 2005. Disponível em: https://pcd.mppr.mp.br/arquivos/File/Artigo_-_Deficiencia_mental_ou_intelectual.pdf. Acesso em: 12 out. 2021.

SEABRA, A. G.; DIAS, N. M. Métodos de alfabetização: Delimitação de procedimentos e considerações para uma prática eficaz. Revista da Associação Brasileira de Psicopedagogia, v. 28, p. 306-320, set./dez. 2011. Disponível em: https://cdn.publisher.gn1.link/revistapsicopedagogia.com.br/pdf/v28n87a11.pdf. Acesso em 25 jun. 2021.

SILVA, C. M. Alfabetização e Deficiência Intelectual: uma estratégia diferenciada. In: Secretaria de Estado da Educação. Semana Pedagógica, 2º semestre - 2016. Paraná. Disponível em: http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/sem_pedagogica/julho_2016/dee_anexo3.pdf. Acesso em: 21 jun. 2020.

SOARES, M. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2016. ISBN 978-85-7244-958-8.

SODRÉ, B. S. Cartilha Sodré. 45. Ed. São Paulo: Livraria Liberdade, 1947. Disponível em: http://lemad.fflch.usp.br/sites/lemad.fflch.usp.br/files/2019-01/cartilha%20sodre_1947.pdf. Acesso em: 21 jun. 2021.

TRANCOSO, B. S. Deficiência intelectual: da eliminação à inclusão. 1. ed. Curitiba: Intersaberes, 2020. ISBN 978-85-227-0313-5.

Downloads

Publicado

2022-06-01

Como Citar

Munhoz, J. de S. B., Lúcia Dias, C., & Ferreira dos Santos, D. . (2022). A LEITURA E A ESCRITA NA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: EXPERIÊNCIAS QUE FAVORECERAM O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO. Colloquium Humanarum. ISSN: 1809-8207, 19(1), 66–85. Recuperado de https://journal.unoeste.br/index.php/ch/article/view/4326