REFLEXÕES DE PROJETO EXTENSIONISTA:

A TRAJETÓRIA NEGRA CONTADA E CANTADA POR MEIO DO SAMBA

Autores

  • Tatiane Kelly Pinto de Carvalho Universidade do Estado de Minas Gerais
  • Maraísa Inês de Assis Martins Universidade do Estado de Minas Gerais

Palavras-chave:

Cultura negra; ensino médio; Lei 10.639; samba

Resumo

 A Lei 10.639, sancionada em 2003, propiciou uma espécie de estímulo para a realização de projetos e trabalhos que contemplem um caráter educacional direcionado às inúmeras manifestações e expressões da diversificada cultura brasileira. Mediante isso, por meio de uma relação dialógica entre a Universidade e uma escola estadual de Divinópolis (MG), o referido projeto teve como objetivo, na formação dos discentes concluintes do Ensino Médio, resgatar a importância da cultura negra e a aceitação da diversidade na sociedade brasileira. Para isso, foi utilizado como método a revisão bibliográfica sobre a temática em questão e a efetivação de encontros e oficinas acerca do samba e seu contexto histórico-social, buscando elucidar as respectivas heranças da escravidão. A partir das discussões tecidas sobre o assunto, foi possível observar que uma grande parte dos discentes se mostrou sensibilizada sobre assuntos que incluam o preconceito, a violência e o racismo ainda tão vigentes na sociedade. Além disso, ficou nítido que tais debates e discussões podem auxiliar e colaborar em uma reafirmação da postura dos alunos no que diz respeito à cultura negra. Conclui-se que o projeto extensionista colaborou para que os alunos concluintes do Ensino Médio pudessem constituir uma diferenciada percepção social da cultura afrodescendente e, ao mesmo tempo, contribuiu para repensar em temáticas tão caras, como a aceitação do outro e suas respectivas diferenças.

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Biografia do Autor

Tatiane Kelly Pinto de Carvalho, Universidade do Estado de Minas Gerais

Doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A temática de estudo se refere às trajetórias de camadas populares e ingresso no ensino superior público, considerando as mobilizações e estratégias dos familiares neste percurso. Mestre em Educação pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). O objeto de estudo refere-se à formação e profissão docente, especialmente dos professores que lecionam no ensino básico. Graduada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG. Possui experiência com a docência de ensino básico, lecionando Sociologia e História, desde 2008. No primeiro semestre de 2011 foi estagiária no curso de Pedagogia da UEMG, na disciplina de História da Educação. Trabalhou como tutora a distância no curso de História da Unopar em 2012. No segundo semestre de 2012 foi professora de História da Cultura Afro-brasileira na Fundação Helena Antipoff, permanecendo como docente na UEMG - Ibirité até o ano de 2017. Em 2013 foi tutora a distância do TEIA(FAE/UFMG) no curso de Educação Integral e Integrada e entre 2014 e 2016 exerceu tutoria à distância na UEMG, no curso de Pedagogia. Em 2017 iniciou as atividades na UEMG - Divinópolis e atualmente é professora designada na instituição e, também, coordenadora do Curso de História.

Maraísa Inês de Assis Martins, Universidade do Estado de Minas Gerais

Graduanda em História pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Iniciou os estudos em 2017. Atualmente é bolsista de extensão e bolsista voluntária em pesquisas desenvolvidas na instituição.

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Publicado

2019-11-20

Como Citar

Carvalho, T. K. P. de, & Martins, M. I. de A. (2019). REFLEXÕES DE PROJETO EXTENSIONISTA: : A TRAJETÓRIA NEGRA CONTADA E CANTADA POR MEIO DO SAMBA . Colloquium Humanarum. ISSN: 1809-8207, 16(3), 63–75. Recuperado de https://journal.unoeste.br/index.php/ch/article/view/3185

Edição

Seção

DOSSIÊ: RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS, GÊNERO E EDUCAÇÃO