DIREITO À SAÚDE E DESIGUALDADES REGIONAIS: IMPACTOS DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS NA ATENÇÃO BÁSICA NO BRASIL

Autores

  • Luiz Carlos Vieira Neto

Palavras-chave:

direito à saúde, atenção primária, desigualdades regionais, programa mais médicos, políticas públicas

Resumo

Este artigo analisa os impactos do Programa Mais Médicos (PMM) sobre a redução das desigualdades regionais de acesso à saúde no Brasil. Fundamentado na análise bibliográfica, documental e jurisprudencial, o estudo avalia se a implementação do PMM proporcionou melhorias significativas na atenção primária à saúde, em consonância com os objetivos constitucionais previstos no artigo 196 da Constituição Federal de 1988. Os resultados indicam que o PMM contribuiu para aumentar a oferta de médicos em regiões historicamente desassistidas, sobretudo Norte e Nordeste, reduzindo parcialmente as desigualdades de acesso à saúde básica. No entanto, observou-se dependência excessiva de profissionais estrangeiros e limitações decorrentes da falta de infraestrutura adequada nos municípios beneficiados. Embora o programa tenha proporcionado avanços importantes, como redução das internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP) e melhoria na cobertura pré-natal, persiste o desafio da sustentabilidade, sobretudo diante da fragilidade na fixação de médicos brasileiros nas regiões mais vulneráveis. O estudo conclui que políticas públicas permanentes, investimento em infraestrutura e valorização profissional são fundamentais para assegurar o direito à saúde de forma universal e equitativa no país.

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Referências

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Publicado

2025-12-11

Como Citar

DIREITO À SAÚDE E DESIGUALDADES REGIONAIS: IMPACTOS DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS NA ATENÇÃO BÁSICA NO BRASIL. Colloquium Socialis. ISSN: 2526-7035, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 1–6 , e255268, 2025. Disponível em: https://journal.unoeste.br/index.php/cs/article/view/5268. Acesso em: 17 fev. 2026.

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