QUALIDADE E SUSCETIBILIDADE DE PÊSSEGOS E NECTARINAS AOS DANOS CAUSADOS PELO FRIO

  • Keli Cristina Fabiane IFSC
  • Kamila Cristina Fabiane UTFPR
  • Américo Wagner Júnior UTFPR
  • Marcelo Dotto UNISEP
  • Jésus Val EEAD - CSIC
  • Maria Angeles Moreno Sanchez EEAD - CSIC
Palavras-chave: Prunus persica L., melhoramento genético, armazenamento refrigerado

Resumo

Pêssegos e nectarinas são susceptíveis ao armazenamento refrigerado perdendo qualidade, assim a utilização de caracteres agronômicos correlacionados é importante em programas de melhoramento genético que visam frutos de qualidade e maior oferta da fruta no mercado. Este trabalho teve como objetivo realizar estudo das possíveis correlações entre os parâmetros de qualidade e de suscetibilidade aos danos por frio de pêssegos e nectarinas. O estudo foi conduzido na EEAD-CSIC, Zaragoza - Espanha, durante o ciclo produtivo 2013/2014. Um total de 40 acessos de pessegueiro e nectarineira foram avaliados quanto às características de qualidade [firmeza de polpa (FP), teor de sólidos solúveis totais (SST), acidez titulável (AT), pH, índice de maturação (IM), coloração do mesocarpo (CM)] e susceptibilidade aos danos por frio após armazenamento em duas temperaturas (0 e 5 ºC) e em dois períodos (14 e 28 dias). Dois dias após retirados das baixas temperaturas, foram observados diferentes sintomas de frio, como presença de polpa farinhenta (PF), granulosa (PG), coriácea (PC), alterações de coloração do mesocarpo, escurecimento (EI), avermelhamento interno (AI) e ausência de sabor (AS). Os dados foram submetidos ao estudo do coeficiente de correlação de Pearson entre os parâmetros de qualidade inicial e os frutos armazenados após duas e quatro semanas em 0 e 5º C. As variáveis IM, SST, FP e AT apresentaram correlações significativas entre si e, com PG e EI, indicando que frutos com maior amadurecimento tendem a desenvolver tais sintomas de danos. Os distúrbios EI, PF, PG e AS foram correlacionados significativamente, corroborando que esses sintomas são os principais distúrbios causados pelo armazenamento refrigerado. As variáveis de CM correlacionaram-se significativamente com EI e AI, e outros sintomas correlatos a estes, confirmando as alterações de cor.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BRACKMANN, A.; PAVANELLO, E. P.; BOTH, V.; ANDERSON WEBER, A.; PINTO, J. A. V. Atmosfera refrigerada e controlada para pêssegos 'Eragil'. Ciência Rural, Santa Maria, v.39, n.7, p.2010- 2015, 2009. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782009005000149

BUSTAMANTE, C. A.; MONTI, L. L.; GABILONDO, J.; SCOSSA, F.; VALENTINI, G.; BUDDE, C. O.; LARA, M. V. FERNIE, A. R.; DRINCIVICH, M. F. Differential metabolic rearrangements after cold storange ar correlated with chilling injury resistence of peach fruits. Plant Science, v.7, n.1478, 2016. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5044465/. Acesso em: 24 jun. 2018. https://doi.org/10.3389/fpls.2016.01478

CALLEGARI JACQUES, S. M. Bioestatística: princípios e aplicações. Porto Alegre: Artemed, 2003. 255p.

CANTÍN, C. M.; CRISOSTO, C. H.; OGUNDIWIN, E. A.; GRADZIEL, T; TORRENTS, J.; MORENO M.A.; GOGORCENA, Y. Chilling injury susceptibility in an intra-specific peach [Prunus persica (L.) Batsch] progeny. Postharvest Biology and Technology, v.58, p.79-87, 2010. https://doi.org/10.1016/j.postharvbio.2010.06.002

CRISOSTO, C. H. Stone fruit maturity indices: a descriptive review. Postharvest News and Information, v.5, n.6, p.65-68, 1994. Disponível em: http://ucanr.edu/datastoreFiles/234-355.pdf. Acesso em: 26 jun. 2018.

CRISOSTO, C. H.; COSTA, G. Preharvest factors affecting peach quality. In: LAYNE, D.; BRASSI, D. (eds). The Peach: botany and production and uses. Wallingford, UK: CABI, 2008. 615 p.

CRISOSTO, C. H.; MITCHELL F. G.; JU, Z. Susceptibility to chilling injury of peach, nectarine, and plum cultivars grown in California. HortScience, v.34, n.6, p.1116-1118, 1999. Disponível em: http://ucanr.edu/datastoreFiles/234-352.pdf. Acesso em: 24 jun. 2018. https://doi.org/10.21273/HORTSCI.34.6.1116

CRISOSTO. C. H.; MITCHELL, F. G.; JOHNSON, S. Factors in fresh market stone fruit quality. Central Valley Postharvest Newsletter, v.6, n.1, p.17-21, 1995. Disponível em: https://pdfs.semanticscholar.org/4503/c3234013775ced0e67f5cd4e93c75559c2ac.pdf. Acesso em: 24 jun. 2018.

FARIAS, C.B.; SILVA, P.S.; KIRINUS, M.B.M.; SHIAVON, C.R.; MALGARIM, M.B.; FACHINELLO, J.C. ARMAZENAMENTO REFRIGERADO DE PÊSSEGOS ‘MACIEL’ DE PLANTAS CONDUZIDAS EM DIFERENTES PORTA-ENXERTOS. Revista Iber. Tecnología Postcosecha, v.17, n.2, p.254-261, 2016. Disponível em: https://www.redalyc.org/html/813/81349041012/. Acesso em: 28 abr. 2019.

FONT I FORCADA, C.; GRADZIEL, T. M.; GOGORCENA, Y.; MORENO, M. A. Phenotypic diversity among local Spanish and foreign peach and nectarine [Prunus persica (L.) Batsch] accessions. Euphytica, v.197, p.261-277, 2014. https://doi.org/10.1007/s10681-014-1065-9

FONT I FORCADA, C.; ORAGUZIE, N.; IGARTUA, E.; MORENO, M. A.; GOGORCENA Y. Population structure and marker-trait associations for pomological traits in peach and nectarine cultivars. Tree Genetic and Genome, v.9, p.331-349, 2013. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11295-012-0553-0. Acesso em: 09 jul. 2018. https://doi.org/10.1007/s11295-012-0553-0

LURIE, S.; CRISOSTO, C. H. Chilling injury in peach and nectarine. Postharvest Biology and Technology, v.37. p.195-208, 2005. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925521405000888. Acesso em: 09 jul. 2018. https://doi.org/10.1016/j.postharvbio.2005.04.012

LUZA, J. G; GORSEL, R. V.; POLITO, V. S.; KADER, A. A. Chilling injury in peaches: a cytochemical and ultrastructural cell wall study. Journal of the American Society for Horticultural Science, v.117, n.1, p.114-118, 1992. Disponível em: http://ucanr.edu/datastoreFiles/234-356.pdf. Acesso em: 09 jul. 2018. https://doi.org/10.21273/JASHS.117.1.114

MATIAS, R. G. P.; SILVA D. F. P. DA; MIRANDA P. M. D.; OLIVEIRA J. A. A.; PIMENTEL L. D.; BRUCKNER, C. H. Relationship between fruit traits and contents of ascorbic acid and carotenoids in peach. Crop Breed. Appl. Biotechnol., v.16, n.4, p.348-354, 2016. http://dx.doi.org/10.1590/1984-70332016v16n4n51

NEVES, L. C.; CAMPOS, A. J. de; PRILL, M. A. de S.; ROBERTO, S. R. Woolliness and leatheriness in late peach cultivars submitted to both delayed storage and to cold storage. Acta Scientiarum Agronomy, v.35, n.3, p.363-369, 2013. http://dx.doi.org/10.4025/actasciagron.v35i3.13347

PINTO, J. A. V.; BRACKMANN, A.; SCHORR, M. R. W.; VENTURINI, T. L.; THEWES, F. R. Indução de perda de massa na qualidade pós-colheita de pêssegos ‘Eragil’ em armazenamento refrigerado. Ciência Rural, v.42, n.6, p.962-968, 2012. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782012000600002

SEIBERT, E.; LEÃO, M. L.; RIETH, S.; BENDER, J. R. Efeitos do condicionamento na qualidade de pêssegos Maciel. Acta Scientiarum Agronomy, v.32, n.3, p.477-483, 2010. http://dx.doi.org/10.4025/actasciagron.v32i3.3947

WANG, K.; YIN, X.; ZHANG, B.; GRIERSON, D.; XU, C.; CHEN, K. Transcriptomic and metabolic analyses provide new insights into chilling injury in peach fruit. Plant, Cell and Environment, v.40, n.8, p.1531–1551, 2017. https://doi.org/10.1111/pce.12951

ZHOU, H. W.; SONEGO, L.; KHALCHITSKI, A.; BEN ARIE, R.; LERS, A.; LURIE, A. Cell wall enzymes and cell wall changes in ‘Flavortop’ nectarines: mRNA abundance, enzyme activity, and changes in pectic and neutral polymers during ripening and in woolly fruit. Journal American Society Hortural Science, v.125, p.630-637, 2000. Disponível em: http://journal.ashspublications.org/content/125/5/630.full.pdf. Acesso em: 09 jul. 2018. https://doi.org/10.21273/JASHS.125.5.630

Publicado
2019-06-06
Como Citar
Fabiane, K. C., Fabiane, K. C., Wagner Júnior, A., Dotto, M., Val, J., & Sanchez, M. A. M. (2019). QUALIDADE E SUSCETIBILIDADE DE PÊSSEGOS E NECTARINAS AOS DANOS CAUSADOS PELO FRIO. Colloquium Agrariae. ISSN: 1809-8215, 15(3), 22-39. Recuperado de http://journal.unoeste.br/index.php/ca/article/view/2399