INVESTIGAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE REAÇÕES ADVERSAS COM USO DE COLEIRA IMPREGNADA POR DELTAMETRINA A 4% EM CÃES

Autores

  • Jéssica Santos Tomiazzi UNOESTE
  • Juliane Nunes Silva UNOESTE
  • Tamiris Muniz dos Santos UNOESTE
  • Talita Pereira Ceresini UNOESTE
  • Gerônimo Rodrigo Xavier da Silva UNOESTE
  • Silvia Franco Andrade UNOESTE

Palavras-chave:

deltametrina 4%, coleira, reações adversas, cães

Resumo

A deltametrina é um inseticida do grupo dos piretróides tipo II muito utilizada como ectoparasiticida na veterinária em várias formas de aplicação tópica, como banho, spray, solução para aplicação no dorso e coleira. A coleira impregnada com deltametrina a 4% (CD4%), além de sua indicação contra carrapatos, tem sido recomendada também contra as picadas dos flebótomos transmissores da Leishmaniose. Alguns relatos têm sido descritos de ingestão e intoxicação, além de reações cutâneas com o uso da CD4%, porém, até o presente momento não há um estudo controlado sobre a possibilidade destes eventos em cães. O objetivo deste trabalho foi investigar em cães a ocorrência de reações adversas à CD4%. Foram utilizados 33 cães mantidos em baias coletivas do canil da UNOESTE, divididos em 3 grupos com 11 animais cada, sendo o grupo A de fêmeas adultas (utilização da coleira conforme a indicação do fabricante), grupo B de machos adultos (utilização da coleira não seguindo a indicação do fabricante) e grupo C de fêmeas jovens (utilização da coleira conforme a indicação do fabricante, porém com um período de adaptação). Os animais foram observados com relação às possíveis reações adversas ou alérgicas com preenchimento de ficha clínica e dermatológica diariamente durante 15 dias e depois três vezes por semana até completar 4 meses, tempo recomendado de permanência da coleira com eficácia pelo fabricante. Dos 33 cães, 39,4% (13) retiram a coleira, sendo 9 fêmeas (3 do grupo A e 6 do grupo C) e 4 machos (grupo B). Dos 13 animais que retiram a coleira, 18,2% ingeriram a mesma, 4 fêmeas (grupo C) e 2 machos (grupo B). Nenhum animal apresentou reação alérgica ou adversa à coleira, inclusive naqueles que ingeriram a mesma. Não houve a ocorrência de ectoparasitas durante o período de observação. Podemos concluir que a CD4% é segura e eficiente no controle de ectoparasitas e que as recomendações do fabricante são adequadas para o uso da mesma não havendo necessidade de período de adaptação. A aglomeração de cães, principalmente jovens, pode aumentar a incidência da retirada da coleira.

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Biografia do Autor

Jéssica Santos Tomiazzi, UNOESTE

Curso de Medicina Veterinária - UNOESTE

Juliane Nunes Silva, UNOESTE

Curso de Medicina Veterinária - UNOESTE

Tamiris Muniz dos Santos, UNOESTE

Curso de Medicina Veterinária - UNOESTE

Talita Pereira Ceresini, UNOESTE

Curso de Medicina Veterinária - UNOESTE

Gerônimo Rodrigo Xavier da Silva, UNOESTE

Curso de Medicina Veterinária - UNOESTE

Silvia Franco Andrade, UNOESTE

Departamento de Clínica Médica de Pequenos Animais do Curso de Medicina Veterinária - UNOESTE

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Publicado

2017-01-11

Como Citar

Santos Tomiazzi, J., Nunes Silva, J., Muniz dos Santos, T., Pereira Ceresini, T., Xavier da Silva, G. R., & Andrade, S. F. (2017). INVESTIGAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE REAÇÕES ADVERSAS COM USO DE COLEIRA IMPREGNADA POR DELTAMETRINA A 4% EM CÃES. Colloquium Agrariae. ISSN: 1809-8215, 12(1), 32–38. Recuperado de http://journal.unoeste.br/index.php/ca/article/view/1157

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